domingo, 7 de novembro de 2010

Não é o que você quer, mas às vezes, na hora de se adaptar ao mundo, você crava um punhal na minha pele. Em silêncio, com o sangue escorrendo  e a dor, me sento no canto do quarto e espero o inferno passar. Você não sabe, mas cada segundo que demora pra voltar, limpar o ferimento, curar minha ferida; vou morrendo pouco a pouco. Vivo um luto desesperado e o medo de você se peder no caminho e nunca mais voltar. Vodka pra aliviar a dor, bêbada, quero dormir no chão gelado e sonhar que você me encontra ali, me leva pra cama quente, me cobre, beija minha testa, me abraça, sussurre no meu ouvido que me ama e adormeça comigo no infinito. Por favor, sem mais punhais. Quero arrancar os espinhos venenosos agora que encontrei o antídoto. Depois andar do seu lado e ajudá-lo a construir o que somos. Se novos punhais aparecerem, vou lutar contra eles, mas tenho medo de não ser forte o bastante pra te alcançar. Me deixe ir contigo.